terça-feira, 16 de agosto de 2011

Três anos "sem" Caymmi

As aspas do título do post ficam por conta do fato de que o grande Dorival Caymmi, apesar de nunca ter sido da ABL (não confundir com um baiano parecido chamado Jorge Amado), é imortal.

Lembro de um show em que o Danilo, seu filho, contou que ele dedicava as canções para os seus familiares. Dora, por exemplo, "a rainha do maracatu", ele dizia ter feito pro Dori.

Outro causo do mesmo show foi com relação à canção João Valentão. Aquela "João Valentão é brigão, pra dar bofetão...". O velho teria feito a primeira parte e ficou de fazer a segunda "depois". Esse "depois" foi um período de 25 anos. "É quando o sol vai quebrando (...)".

Confiram:



Reparem como ele revira os olhos de forma bem "safadinha" quando canta "Ela mexe com as cadeiras pra cá (...):



"Luiz Gonzaga, Noel Rosa e Tom Jobim são gênios, mas o primeiro é muito associado a um gênero, o segundo a um momento na história de um gênero, e o terceiro a um movimento musical. Só Caymmi é uma espécie de transcendência atemporal: fez e transcendeu o samba dos anos 30, fez e transcendeu o samba orquestrado dos anos 40, fez e transcendeu o samba-canção, inventou um gênero do qual ele é o único verdadeiro praticante (a canção praieira), antecipou a bossa nova, inspirou a MPB sem nunca antagonizá-la nem ser antagonizado por ela." (parte do texto de Idelber Avelar no seu excelente blog Biscoito Fino e Massa).


Um comentário:

Joel Bueno disse...

Na década de 80 eu fui ver um show da família toda, Dorival, Dori, Danilo e Nana. Algumas músicas do Caymmi eu pensava que eram do folclore. Acho que não deve ter nada mais significativo, em se tratando de um compositor popular.