terça-feira, 19 de abril de 2016

sexta-feira, 15 de abril de 2016

A agenda da esquerda exige mudanças

Por uma nova agenda da esquerda brasileira

A esquerda brasileira acreditou na morte da luta-de-classes. Pior. Acreditou que adulando a direita seria reconhecida como "boa administradora" e ganharia a confiança do "ex"-inimigo de classe. Por isso está pagando caro pelo seu erro fundamental.

Segundo Mino Carta, nunca os cofres da Globo foram tão abarrotados de verba publicitária como no governo Dilma (aqui). E este é apenas um exemplo do verdadeiro desastre que foram os governos do PT no tocante à política. Claro que não estou aqui me referindo à gestão do estado e aos vitoriosos programas sociais como Minha Casa Minha Vida, Luz para Todos e Bolsa Família.

Aconteça o que acontecer, a partir de segunda-feira, 18/04/2016, a esquerda no Brasil terá muito o que rever de seus conceitos. Para não ser apagada do mapa político terá que deixar de ser apenas um movimento em defesa das "minorias" e passar a disputar com a direita a defesa da ampla maioria (sem aspas) dos brasileiros.

Em primeiro lugar a esquerda tem que sair do gueto dos bairros de classe-média (*) e passar a conviver mais de perto com os moradores da periferia. Pois é aí que se encontra a imensa maioria do eleitorado. E é esse eleitorado que hoje vota maciçamente nos Eduardos Cunhas e Bolsonaros da vida. Sem uma bancada expressiva no Congresso mesmo que elejam governos "de esquerda" o país viverá em crise permanente e o governo eleito impedido de governar.

Chegava a ser ridículo que durante a campanha eleitora de 2014 a nossa tolinha esquerda estivesse fazendo passeios pela Orla da Zona Sul do Rio enquanto os subúrbios da Zonas Norte e Oeste estavam entregues ao Aezão. Ora, na Zona Sul - principalmente no final da campanha -  o voto já estava consolidado. A maioria coxinha já havia optado pelo voto no PSDB e de seu aliado objetivo, o PSOL. Nos bairros da chamada periferia é que se deveria intensificar a campanha. Eu digo "intensificar" quando o certe seria "iniciar", pois na prática aqui não houve campanha em 2014 e o motivo disso seria assunto para outro texto.

Terá que saber escolher seus aliados. Escolhidos, terá que mantê-los como aliados e não fazer como até agora que os ataca virulentamente principalmente através das redes sociais. Caso típico é o do deputado-pastor Marco Feliciano que apoiou Dilma em 2010 e, ao ser nomeado presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, foi atacado de forma brutal e desrespeitosa pela esquerda. Principalmente pelo católico PT.

Também quero lembrar que um dos partidos que contribuiu com mais eficácia para a desmoralização dos governos do PT foi o PSOL. Assisti a um vídeo do deputado Chico Alencar em que ele diz textualmente que não há diferença entre PT e PSDB. Infelizmente o vídeo já foi - por motivos obviamente oportunistas - retirado do ar. As chamadas Jornadas de Junho de 2013, amplamente apoiadas e incentivadas pelo PSOL, foi o começo da destruição do governo Dilma. O PSOL (a bem da verdade, juntamente com boa parte da ainda existente esquerdalha petista) também apoiou e participou ativamente do Não Vai Ter Copa.

A esquerda também não poderá mais acreditar em babaquices do tipo republicanismo que, de fato, nada mais é do que municiar o inimigo. As nomeações para o STF principalmente por Lula e, depois, por Dilma constituem um verdadeiro piliticídio. Tudo bem que não se poderia adivinhar, por exemplo, que Toffoli passaria a chutar contra, tendo inclusive se constituído num dos melhores amigos de Gilmar Dantas. Mas nomear Eros Graus, um tucano confesso e Carlos Alberto Direito, um cidadão que lembra a direita até no nome é de lascar.

Outra bobagem inacreditável é abrir mão de nomear o Procurador Geral da República. Para quem não sabe, a nomeação do PGR é feita, de fato, pela corporação de procuradores de justiça Sim, Lula e Dilma apenas assinaram a posse de todos os PGR a partir de 2003, pois todos eles foram indicados através de eleição feita pelos próprios procuradores.

Seja qual for o resultado de domingo, repito, a esquerda já está em frangalhos. Uma das provas do que estou dizendo é este congresso atual. Talvez o mais reacionário e fascista da história. Este congresso é um tapa na cara da democracia. De qualquer tipo de democracia.

Espero que o PT e a esquerda que não aprendeu através do amor aprenda através da dor.

(*) aqui me refiro ao Rio de Janeiro que é onde moro.


segunda-feira, 11 de abril de 2016

Carina Vitral (UNE) nocauteia Kim Kataguiri (MBL)

A presidente da UNE em debate na Folha de São Paulo expõe claramente os argumentos que mostram que o processo de impeachment que corre na Câmara dos Deputados é um golpe contra a democracia.



sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

O que dizer de um partido que rouba comida de criança?

Este é o partido que quer moralizar o Brasil

FHC e seu filho são ladrões impunes


Pau que bate em Luiz
bate em Fernando?

por Guilherme Boulos, na Folha

No apagar das luzes de seu mandato, o ex-presidente promoveu um jantar no Palácio do Planalto para a nata do PIB nacional –Odebrecht, Gerdau, Lázaro Brandão, entre outros - com direito a vinho francês e refinado menu. Mas o prato principal era obter dinheiro para o financiamento de seu instituto após sair da Presidência. Conseguiu naquela noite a bagatela de R$ 7 milhões.

Pai e filho bandidos acima do bem e do mal

O filho do ex-presidente teve as contas de um hotel de luxo em Ipanema, onde morou por certo período, pagas por um grupo empresarial do setor têxtil. Andava pra lá e pra cá de BMW e tinha um jatinho permanentemente à sua disposição. Isso tudo com o pai ainda na Presidência da República.

O ex-presidente e seu partido foram acusados por certo senhor, que foi seu Ministro de Estado e figura ativa na campanha eleitoral, de terem apropriado nada menos que R$ 130 milhões de sobras de campanha em sua primeira eleição, sendo R$ 100 milhões de caixa dois. Disse ainda que o recurso foi provavelmente enviado ao exterior.

O nome deste ex-presidente é Fernando Henrique Cardoso. O filho pródigo é Paulo Henrique Cardoso. E o acusador dos desvios na campanha de 1994 é José Eduardo de Andrade Vieira, banqueiro que foi ministro da Agricultura de FHC.


Leia todo o texto em O Cafezinho

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Dia do amigo

Amigo é coisa pra se guarda do lado esquerdo do peito

A Rússia voltou a ser o "império do mal"?


A Rússia voltou pra ficar #molotov
Publicado por Enquanto isso na Russia em Quarta, 25 de novembro de 2015