domingo, 4 de dezembro de 2011
sábado, 3 de dezembro de 2011
Sabia que a sabiá é sábia?
A turma que vaiou essa obra-prima não sacou o conteúdo lírico mas também profundamente político da letra. Uma segunda Canção de Exílio, sem sabiá nas palmeiras, que segundo os ornitólogos é uma licença poética do gênio maranhense Gonçalves Dias, esquina com Av Rio Branco.
Artigo do meu amigo Delúbio Soares 02.12.2011
13º SALÁRIO, CONQUISTA DO TRABALHADOR
Delúbio Soares (*)
Cerca de 80 milhões de trabalhadores estão recebendo o décimo terceiro salário nos primeiros dias de dezembro. São números oficiais de um dos mais respeitados organismos de pesquisa e acompanhamento da vida econômico-social do Brasil, o DIEESE, Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos. E mais de R$ 118 bilhões serão injetados na economia nacional, gerando riqueza e arrecadação de impostos, estimulando nosso parque industrial, movimentando o comércio e o setor de serviços, agregando imenso valor à vida do país. São quase 3% de nosso PIB, o Produto Interno Bruto, circulando no final de 2011 e trazendo um período de festividades natalinas mais alegre e proveitoso para as famílias brasileiras.
Na comparação com 2010, quando o DIEESE estimou que cerca de R$ 102 bilhões entrariam na economia em conseqüência do pagamento do décimo terceiro, o valor apurado neste ano indica um expressivo crescimento de 16%. É um indicador seguríssimo de como caminha o Brasil governado pelo PT. Depois de uma década de arrocho e congelamento dos salários, os trabalhadores brasileiros não só estão ganhando mais, como são vários milhões acima do que eram em passado recente.
Em 2001, ao apagar das luzes de seu governo e já vislumbrando a chegada da classe trabalhadora ao poder com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, o então presidente Fernando Henrique Cardoso enviou ao Congresso Nacional um Projeto de Lei, que recebeu o número 5483/2001, que se constituiu numa impressionante tentativa de tirar dos trabalhadores uma série de direitos e garantias conquistados ao longo de séculos de luta. FHC, com o apoio decidido dos deputados e senadores do PSDB e do DEM, propunha “flexibilizar as relações de trabalho”, possibilitando o fim do décimo terceiro salário, da estabilidade no emprego, do FGTS, das férias, pondo em risco a segurança dos aposentados (por ele, inclusive, chamados de “vagabundos”), etc… Para eles o executivo das grandes empresas nacionais e multinacionais, que recebe remuneração milionária, pode ganhar 13, 14, 15 ou 16 salários anuais, mas o trabalhador brasileiro não pode receber seu décimo terceiro! Um ato criminoso contra nossos trabalhadores e contra o próprio Brasil!
Na comparação com 2010, quando o DIEESE estimou que cerca de R$ 102 bilhões entrariam na economia em conseqüência do pagamento do décimo terceiro, o valor apurado neste ano indica um expressivo crescimento de 16%. É um indicador seguríssimo de como caminha o Brasil governado pelo PT. Depois de uma década de arrocho e congelamento dos salários, os trabalhadores brasileiros não só estão ganhando mais, como são vários milhões acima do que eram em passado recente.
(...)
Em 2001, ao apagar das luzes de seu governo e já vislumbrando a chegada da classe trabalhadora ao poder com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, o então presidente Fernando Henrique Cardoso enviou ao Congresso Nacional um Projeto de Lei, que recebeu o número 5483/2001, que se constituiu numa impressionante tentativa de tirar dos trabalhadores uma série de direitos e garantias conquistados ao longo de séculos de luta. FHC, com o apoio decidido dos deputados e senadores do PSDB e do DEM, propunha “flexibilizar as relações de trabalho”, possibilitando o fim do décimo terceiro salário, da estabilidade no emprego, do FGTS, das férias, pondo em risco a segurança dos aposentados (por ele, inclusive, chamados de “vagabundos”), etc… Para eles o executivo das grandes empresas nacionais e multinacionais, que recebe remuneração milionária, pode ganhar 13, 14, 15 ou 16 salários anuais, mas o trabalhador brasileiro não pode receber seu décimo terceiro! Um ato criminoso contra nossos trabalhadores e contra o próprio Brasil!
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| É má fé do Delúbio; eu só queria flexibilizar |
Na prática, o governo de FHC propunha uma volta à década de 20, com os trabalhadores retornando ao regime de servidão e miséria, sob o julgo despótico de patrões e empresas sem qualquer compromisso social ou respeito humano. Rasgava-se a CLT e se cumpria importante meta do ideário neoliberal: desmobilizar os trabalhadores, acabar com seus direitos e com seus sindicatos, dar aos empregadores um poder imenso e atrasar em mais algumas décadas o desenvolvimento econômico, político e social do Brasil.
Foi o presidente Lula quem, logo após sua chegada ao poder, ordenou que se arquivasse tal iniciativa, absolutamente nefasta ao Brasil e os trabalhadores. Ainda agora, há poucos meses, o PSDB formou uma “comissão de notáveis”, integrada pelo mesmo Fernando Henrique, seu ex-ministro da Fazenda (três quebras do Brasil em apenas oito anos) Pedro Malan e outros tucanos, para esboçarem reforma no programa partidária. Dentre as propostas do grupo - como não poderia deixar de ser - o fim do FGTS, a “flexibilização” das relações de trabalho, etc… Eles perdem as eleições, mas não perdem a vontade de maltratarem os trabalhadores! Fica o registro da sordidez da iniciativa e do desrespeito aos brasileiros.
Com Lula, Dilma e o governo do PT, o salário mínimo saiu da casa dos míseros R$ 200 (último ano do governo FHC) para ser, hoje, mais que o triplo! A média de aumentos dados por FHC fica em R$17,50 ao ano. Já Lula/Dilma acrescentaram, anualmente em média, R$38,57 ao mínimo. Caso a tendência do governo de FHC/PSDB/DEM tivesse sido mantida, com a eleição de Serra nas eleições de 2002, hoje o mínimo seria de risíveis R$ 360 apenas, cerca da metade do salário atual!
O salário dos trabalhadores brasileiros, e, por conseguinte, o 13º salário, é sagrado. É fruto de muito trabalho e sincera devoção ao Brasil e aos seus maiores interesses. Poucos países têm a sorte de contar com trabalhadores tão conscientes, profissionalmente capazes, comprometidos com seu país, seu presente de realizações e o futuro promissor de uma das grandes Nações do mundo no século XXI.
Clique em Companheiro Delúbio para ler todo o artigo.
(*) Delúbio juntamente com José Dirceu foi fundamental para a eleição de Lula em 2002; daí o ódio que a direita tem por ele.
Dólar na cueca: um dos maiores escândalos da história
Mas o fato de a vereadora Andrea Gouvea Vieira (PSDB-Rio) ter um dos braços direitos do traficante Nem lotado em seu gabinete desde 2007 foi um ato "administrativo equivocado".
"o suposto envolvimento com a quadrilha do traficantes Antônio Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, preso mês passado, deixou a vereadora estupefata." (Jornal do Brasil)
Já imaginaram se a nobre vereadora fosse do PRB, PCdoB ou PT?
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| Cara-de-pau: fiquei chocada! |
"o suposto envolvimento com a quadrilha do traficantes Antônio Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, preso mês passado, deixou a vereadora estupefata." (Jornal do Brasil)
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| As más companhias dão nisso |
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TV Belo Monte: capacitar para crescer
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Kind of Blue, a obra-prima de Miles Davis
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| Há quem considere o disco mais importante da história do jazz |
Kind of Blue
Raphael Galvão
Há algo de desgraçado no jazz. Algo que faz com que ninguém o ouça impunemente, que condena aquele que o conhece a nunca mais conseguir voltar atrás, a nunca mais se contentar de verdade com menos que aquilo; algo que eleva, para sempre, os padrões pelos quais se julga a música, qualquer tipo de música, não apenas a popular.
É difícil, para aquele que ouve o trumpete de Louis Armstrong, ouvir qualquer outra música com trumpete e não exigir que tenha a mesma qualidade, a mesma qualidade dramática, a mesma síncope, o mesmo swing — em última instância, as mesmas notas altas e desesperadas. E isso vale também para o piano, para o trombone, para o saxofone. É no jazz que a banda de música tradicional atinge o ápice, que eleva a arte de tocar esses instrumentos à perfeição.
O jazz é a forma superior de música popular. É o que de melhor fez um século que viu a música erudita se diluir em redundâncias medíocres como as trilhas para cinema ou grandes vazios como a música experimental, e que teve como principal trilha sonora o rock e o pop, galhos menos floridos do mesmo tronco que gerou o jazz.
E Kind of Blue, disco de Miles Davis, é a forma superior de jazz. Nunca mais o jazz atingiria um ponto semelhante, de perfeição quase absoluta. Foi ali, em um disco com a participação de mestres como John Coltrane e Bill Evans, gravado em duas sessões, com o primeiro take sendo o que valia, que o jazz atingiu a perfeição.Kind of Blue é um desses discos fundamentais por uma razão: é perfeito. Das notas iniciais de So What à última nota de All Blues, o que se tem não é a apenas a obra-prima do que chamavam jazz modal; é uma síntese de tudo o que o jazz tinha feito até aquele momento, do dixieland ao bebop: é a música popular elevada ao nível máximo que ela pode alcançar, quase ao nível da música erudita tradicional.
Embora tenham sido Louis Armstrong e Duke Ellington a dar ao jazz o status de arte, foi aquela geração — Charlie Parker, Dizzy Gillespie, Miles Davis e John Coltrane, pela ordem — que elevou o jazz ao ponto máximo da música ocidental. Uma geração ambiciosa, consistente, que explodia os limites da música e apontava uma infinidade de caminhos ao mesmo tempo em que solidificava, com um talento nunca mais igualado, uma tradição de 50 anos de jazz. Infelizmente, quase na mesma época surgiria Ornette Coleman com uma nova mudança, e a porteira seria aberta para bobagens como free jazz e fusion; mas isso não importa. Ouve Ornette Coleman quem quer e quem gosta. O importante, mesmo, é que há um disco que explica, sem sequer uma palavra, o que é o jazz, que concentra em cinco faixas cinqüenta anos do mais assombroso gênero musical que o século XX criou. E esse disco é Kind of Blue.
A Barracuda, do Freddy Bilyk, lançou no começo deste ano um livro que conta a saga desse disco: “Kind of Blue — A história da obra prima de Miles Davis“, de Ashley Kahn, conta a história desse disco de maneira inteligente e simples. Contextualiza o disco em sua época e nas trajetórias de seus músicos, sem perder tempo com fofocas e explorações sensacionalistas ou simplesmente mundanas de detalhes pouco importantes, como os problemas com drogas que praticamente todos eles enfrentaram.
Kahn mostra o processo de criação das músicas, explicando a razão de cada termo utilizado com clareza e simplicidade notáveis. Detalha cada sessão, e explica cada música de um jeito simples mas completo. Explica por que o disco foi tão importante. E explora o legado de um álbum que foi recebido sem tanta euforia, mas que aos poucos se consolidou como o disco mais importante da história do jazz.
A importância de Miles Davis pode ser medida pelo que ele disse em um jantar na Casa Branca. Naquela ocasião, ele não mentiu. E Kind of Blue foi uma dessas revoluções. Talvez não tão importante, do ponto de vista “revolucionário”, quantoBirth of Cool; mas um disco estupidamente superior.
Por explorar com simplicidade um assunto tão fascinante mas ao mesmo tempo tão complexo, “Kind of Blue” é um daqueles livros indispensáveis para quem gosta de jazz, mas também para músicos que querem saber como pode funcionar uma sessão de gravação. É importante, também, para compositores que buscam densidade em seu processo criativo.
Há alguns anos, a Gabi me convidou para escrever uma coluna sobre jazz no site da Antena 1. A resposta foi a costumeira, uma recusa, mas dessa vez não foi apenas pela falta de tempo crônica: eu sabia que jamais poderia escrever sobre jazz porque isso requer uma erudição que eu, definitivamente, não tenho. Palavras e expressões como diatônica, escala cromática, modalismo não fazem parte do meu vocabulário habitual. E ler “Kind of Blue” me deixou com a certeza de que eu estava certíssimo ao dizer não. Mas, ainda mais que isso, me deu o conforto de saber que um sujeito como Ashley Kahn pode tornar essas palavras difíceis compreensíveis até para mim.
Copicolado do PQP Bach
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
TV Belo Monte: de onde vem a energia? parte 2
Temos que nos municiar de argumentos pra derrotar aqueles que querem o apagão.
Veja também outros vídeos da TV Belo Monte:
Realocações
De onde vem a energia? parte 1
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Mesmo tristinhas, as torcedoras do Flu são as mais lindas
Confiram:
No treinamento de tênis é a mesma coisa:
E você não paga nenhum adicional na mensalidade pra ver essas beldades.
No treinamento de tênis é a mesma coisa:
E você não paga nenhum adicional na mensalidade pra ver essas beldades.
PDT já tem motivos de sobra para ser oposição
É bem verdade que o partido do falecido nunca foi um aliado assim tããão confiável, mas alguns pedetistas como o ministro Lupi, tenho que reconhecer, têm feito um bom trabalho. A base do PDT é que odeia o Lula e, por consequência, a presidenta Dilma. E isso deve ter lá sua influência. Mesmo em se tratando de PDT.
Também é verdade que a gente sabe como o PT costuma tratar aliados e até militantes. Só não tem tucano no ministério porque eles não aceitariam.
Aliás,quem inventou essa tal de Comissão de Ética da Presidência? deve ter sido ideia de um religioso petista. Desculpem a redundância.
As relações entre o PT e o PDT azedaram de vez. Um dia depois de o presidente do PT, Rui Falcão, dizer que há "aparelhamento" do Ministério do Trabalho, comandado por Carlos Lupi, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) não escondeu o incômodo e partiu para o contra-ataque. "O PT quer tirar o Lupi a fórceps", disse ele. Presidente da Força Sindical, Paulinho, como é conhecido, lembrou que o PDT foi o primeiro partido aliado a apoiar Dilma Rousseff na disputa pela Presidência, no ano passado. Sugeriu, porém, que seu partido pode virar as costas para o PT na eleição para a Prefeitura de São Paulo, em 2012.
"Estamos a 10 meses das próximas eleições. Será que Rui Falcão já está desprezando o eventual apoio da central e do partido em São Paulo?", provocou o deputado, que pode concorrer à sucessão do prefeito Gilberto Kassab, numa referência à candidatura do ministro da Educação, Fernando Haddad. Na entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada nesta quinta-feira, 1º, Falcão disse que não deveria haver representação das centrais sindicais nas delegacias regionais do Trabalho. Foi mais longe: criticou a concessão de cartas sindicais "sem critério" e defendeu o fim do imposto sindical.
Nos últimos dias, o Ministério dirigido por Lupi - que é presidente licenciado do PDT - foi alvo de denúncias envolvendo pagamento de propina para obtenção de registros sindicais. "O presidente do PT, ao primeiro sinal de água, está se curvando ao denuncismo sem provas e deixando o ministro do Trabalho na chuva, e sem guarda-chuva", insistiu Paulinho.
Pelas contas de Falcão, filiados ao PDT ocupam 20 das 27 delegacias regionais do Trabalho. Disse, porém, não estar reivindicando cargo para os petistas. "Mesmo que fosse o PT no Ministério não deveria haver uma ocupação partidarizada das delegacias do Trabalho, nem pelo partido nem pela CUT, e muito menos essa política de proliferação de cartas sindicais", argumentou Falcão.
Também é verdade que a gente sabe como o PT costuma tratar aliados e até militantes. Só não tem tucano no ministério porque eles não aceitariam.
Aliás,quem inventou essa tal de Comissão de Ética da Presidência? deve ter sido ideia de um religioso petista. Desculpem a redundância.
'O PT quer tirar o Lupi a fórceps',
acusa deputado do PDT
Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, sugeriu que
seu partido pode virar as costas para os petistas na
eleição para a Prefeitura de São Paulo, em 2012
"Estamos a 10 meses das próximas eleições. Será que Rui Falcão já está desprezando o eventual apoio da central e do partido em São Paulo?", provocou o deputado, que pode concorrer à sucessão do prefeito Gilberto Kassab, numa referência à candidatura do ministro da Educação, Fernando Haddad. Na entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada nesta quinta-feira, 1º, Falcão disse que não deveria haver representação das centrais sindicais nas delegacias regionais do Trabalho. Foi mais longe: criticou a concessão de cartas sindicais "sem critério" e defendeu o fim do imposto sindical.
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| PT (Partido dos Traíras) quer detonar um dos ministros mais leais ao governo |
Pelas contas de Falcão, filiados ao PDT ocupam 20 das 27 delegacias regionais do Trabalho. Disse, porém, não estar reivindicando cargo para os petistas. "Mesmo que fosse o PT no Ministério não deveria haver uma ocupação partidarizada das delegacias do Trabalho, nem pelo partido nem pela CUT, e muito menos essa política de proliferação de cartas sindicais", argumentou Falcão.
Eu sou rica! (pobreza pega)
Estou publicando porque acho que tem a ver com as vilãs das novelas da Globo e isso talvez torne o blog mais popular. Afinal, muitas pessoas ignorantes também acessam a internet e eu quero atraí-las pro blog. Nem sei bem por que eu quero isso, afinal, não ganho porra nenhuma com essa merda.
Tem uma primeira parte mas achei essa segunda mais interessante. Quem gostou muito que procure a primeira parte.
Tem uma primeira parte mas achei essa segunda mais interessante. Quem gostou muito que procure a primeira parte.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Vascão deixa escapar mais um vice
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| Campeão de vices, ou melhor de vendas |
Dilema
O Vasco está rigorosamente empatado com o Corinthians em número de vice-campeonatos. Cada um vice-venceu 48.
Caso nosso querido Gigante da Colina vença o CR Coiso e o Coiso com sotaque perca para o Parmera, o Vasco será vice-campeâo dos vices. Incrível né?
Descoberto poço gigante de gás em Minas Gerais
Indícios mostram que depósitos podem equivaler a metade
Morada Nova de Minas é uma daquelas cidades que parecem viver um eterno domingo. Nas ruas, sempre poucas pessoas e carros preguiçosos param a cada esquina, como que em respeito a sinais de trânsito imaginários. Nas praças, raros são os momentos nos quais há crianças barulhentas o suficiente para quebrar o silêncio, a trilha sonora dessa cidade a 280 km ao Norte de Belo Horizonte. Há quase 60 anos isolada da artéria econômica da região central de Minas Gerais – a rodovia BR-040 - pela construção da barragem da hidrelétrica de Três Marias, à primeira vista, Morada Nova parece ser uma cidade fadada a ser assim, meio triste, meio decadente e sem grandes perspectivas.
Mas calmaria típica de uma manhã de segunda-feira esconde o rápido curso de uma revolução com potencial para mudar para sempre não só o destino da pacata Morada Nova, como também o de dezenas de municípios mineiros e do próprio estado em si. Foi ali, a poucos quilômetros da igreja que homenageia Nossa Senhora de Loreto, a padroeira local, que em agosto deste ano fez-se a primeira descoberta concreta e volumosa de gás natural em Minas Gerais.
A descoberta que pode mudar o destino de Morada Nova
Apenas em um poço, a Orteng, uma empresa privada que vem procurando gás na região há mais de dois anos em parceria com o governo mineiro, diz ter encontrado algo entre 175 bilhões e 195 bilhões de metros cúbicos de gás natural, o que permitiria uma extração diária de cerca de 6 milhões de metros cúbicos pelos próximos 25 anos. Na prática isso significa que, se as previsões da companhia estiverem certas, apenas de um poço será possível extrair 20% do que o Brasil importa da Bolívia todos os dias para abastecer indústrias, usinas térmicas de energia, lares e carros país afora.
Gás que vaza da terra
Mas se forem confirmadas essas estimativas, é um volume de gás espantoso para apenas uma perfuração, representando quase 50% de todo o gás que já foi descoberto no Brasil. Pesquisas indicam que pode haver concentrações de gás em uma área que se estende desde o centro do Estado até quase a divisa de Minas Gerais com a Bahia e com Goiás. Tecnicamente, trata-se da Bacia do São Francisco, uma região em que desde antes das caminhadas de Guimarães Rosa por seus sertões e veredas se aventa possibilidade de haver gás.
O próprio Guimarães em Grande Sertão Veredas já fazia menção dos indícios de que aquela região de Minas havia o que hoje os especialistas chamam de hidrocarbonetos. “Em um lugar, na encosta, brota do chão um vapor de enxofre, com estúrdio barulhão, o gado foge de lá, por pavor”, escreveu o autor ainda nas primeiras páginas de seu livro mais famoso. Nas pequenas cidades por onde Guimarães passou, até hoje os sertanejos tem causos e lendas a contar envolvendo o gás. Como Marcolino Ferreira, gari da cidade de Buritizeiro, que garante ter visto seu pai cozinhar peixe na beira do rio com o gás que brota da terra. “Lá na localidade de Remanso do Fogo é assim, o gás vaza do chão”, conta ele.
Leia mais AQUI no portal do IG, de onde eu copiei descaradamente a matéria.
Nota: quem adora passear nessas plagas é o Sr & Silva.
de todo o gás natural existente no Brasil
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| A barragem de Três Marias isolou a cidade de Morada Nova de Minas |
Mas calmaria típica de uma manhã de segunda-feira esconde o rápido curso de uma revolução com potencial para mudar para sempre não só o destino da pacata Morada Nova, como também o de dezenas de municípios mineiros e do próprio estado em si. Foi ali, a poucos quilômetros da igreja que homenageia Nossa Senhora de Loreto, a padroeira local, que em agosto deste ano fez-se a primeira descoberta concreta e volumosa de gás natural em Minas Gerais.
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| Guimarães Rosa deu a dica |
A descoberta que pode mudar o destino de Morada Nova
Apenas em um poço, a Orteng, uma empresa privada que vem procurando gás na região há mais de dois anos em parceria com o governo mineiro, diz ter encontrado algo entre 175 bilhões e 195 bilhões de metros cúbicos de gás natural, o que permitiria uma extração diária de cerca de 6 milhões de metros cúbicos pelos próximos 25 anos. Na prática isso significa que, se as previsões da companhia estiverem certas, apenas de um poço será possível extrair 20% do que o Brasil importa da Bolívia todos os dias para abastecer indústrias, usinas térmicas de energia, lares e carros país afora.
Gás que vaza da terra
Mas se forem confirmadas essas estimativas, é um volume de gás espantoso para apenas uma perfuração, representando quase 50% de todo o gás que já foi descoberto no Brasil. Pesquisas indicam que pode haver concentrações de gás em uma área que se estende desde o centro do Estado até quase a divisa de Minas Gerais com a Bahia e com Goiás. Tecnicamente, trata-se da Bacia do São Francisco, uma região em que desde antes das caminhadas de Guimarães Rosa por seus sertões e veredas se aventa possibilidade de haver gás.
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| Perfurações já estão ocorrendo em várias cidades de MG |
Leia mais AQUI no portal do IG, de onde eu copiei descaradamente a matéria.
Nota: quem adora passear nessas plagas é o Sr & Silva.
TV Belo Monte: de onde vem a energia? parte 1
Asista a mais vídeos da TV Belo Monte: capacitar para crescer ; audiências públicas ; animais silvestres
O que seria das ONGs se não houvesse pobres e palafitas?
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| Meu amigo Sérgio |
O Serginho é daquelas pessoas que você encontra na blogsfera, nunca viu pessoalmente, nem mesmo trocou um telefonema. Mas passa a ter por ela respeito e carinho como se já nos conhecêssemos há muito tempo. Desde a época em que não havia internet.
Como sempre faz, ele escreveu um comentário brilhante sobre um dos posts (nem sempre seus comentários têm a ver diretamente com o blog). Mas desta vez ele conseguiu se superar. E o texto é tão bom que eu resolvi transformá-lo em post.
Valeu, amigão
As ONGs e as senhoras caridosas
por Sérgio Vianna(*)
Um certo líder comunitário trabalha há décadas pela melhoria das condições de vida das populações carentes.
O trabalho é coletivo, ele é o motivador da equipe. No meio de tantos auxiliares há senhoras empenhadas no trabalho, mas que usam a atividade para a autopromoção.
Num momento de descuido algumas senhoras procuram o líder e se mostram muito preocupadas. Os pobres e muito necessitados estão diminuindo muito naquela comunidade assistida.
Ao que ele indaga: "E isso não é bom?"
"Mas se os pobres não mais existirem, a quem nós vamos fazer caridade?", devolveu-lhe uma das senhoras abnegadas.
Aqueles que o Márcio Tavares chama de "Ecochatos" são assemelhados àquelas senhoras do exemplo acima (o fato é real, omitida a nominação das pessoas para evitarmos constrangimentos desnecessários).
Temos entre nós muitos brasileiros e brasileiras que pensam ser necessária a manutenção das palafitas de Altamira, e da mesma forma, a manutenção de toda e qualquer forma de humilhação humana, em qualquer parte do país.
Pensam eles que retirar moradores de seu habitat natural é uma violência. Assim raciocinam imaginando que se fossem ricos, não haveria remoção.
São pessoas até bem intencionadas, com escasso senso de compreensão sobre o dia em que todos forem iguais em oportunidades.
Afinal, quando não houver mais pobres e necessitados, em quais atividades debruçarão suas preocupações humanitárias as ONG's e congregações sociais, religiosas e afins?
Há que ter paciência com os bem intencionados. Eles estão quase chegando à idade da razão. Não devemos afastá-los de suas sinceras preocupações com os acanhados sociais.
Mas, quando percebemos que esses ingênuos políticos estão sendo manipulados por interesses inconfessáveis, de governos estrangeiros a empresas transnacionais, vamos logo na canela dos dois grupos, com todo vigor e razão.
Nesses casos, "ecochato" é forma educada de nomer um dos grupos.
E os intermediários entre os dois grupos são pilantras mesmo.
(*) Sérgio Vianna é funcionário do Banco do Brasil; mas bem que poderia ser professor de política da Lucia Hippolito.
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