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sábado, 3 de dezembro de 2011

Artigo do meu amigo Delúbio Soares 02.12.2011

13º SALÁRIO, CONQUISTA DO TRABALHADOR

Delúbio Soares (*)

Cerca de 80 milhões de trabalhadores estão recebendo o décimo terceiro salário nos primeiros dias de dezembro. São números oficiais de um dos mais respeitados organismos de pesquisa e acompanhamento da vida econômico-social do Brasil, o DIEESE, Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos. E mais de R$ 118 bilhões serão injetados na economia nacional, gerando riqueza e arrecadação de impostos, estimulando nosso parque industrial, movimentando o comércio e o setor de serviços, agregando imenso valor à vida do país. São quase 3% de nosso PIB, o Produto Interno Bruto, circulando no final de 2011 e trazendo um período de festividades natalinas mais alegre e proveitoso para as famílias brasileiras.

Na comparação com 2010, quando o DIEESE estimou que cerca de R$ 102 bilhões entrariam na economia em conseqüência do pagamento do décimo terceiro, o valor apurado neste ano indica um expressivo crescimento de 16%. É um indicador seguríssimo de como caminha o Brasil governado pelo PT. Depois de uma década de arrocho e congelamento dos salários, os trabalhadores brasileiros não só estão ganhando mais, como são vários milhões acima do que eram em passado recente.

(...)

Em 2001, ao apagar das luzes de seu governo e já vislumbrando a chegada da classe trabalhadora ao poder com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, o então presidente Fernando Henrique Cardoso enviou ao Congresso Nacional um Projeto de Lei, que recebeu o número 5483/2001, que se constituiu numa impressionante tentativa de tirar dos trabalhadores uma série de direitos e garantias conquistados ao longo de séculos de luta. FHC, com o apoio decidido dos deputados e senadores do PSDB e do DEM, propunha “flexibilizar as relações de trabalho”, possibilitando o fim do décimo terceiro salário, da estabilidade no emprego, do FGTS, das férias, pondo em risco a segurança dos aposentados (por ele, inclusive, chamados de “vagabundos”), etc… Para eles o executivo das grandes empresas nacionais e multinacionais, que recebe remuneração milionária, pode ganhar 13, 14, 15 ou 16 salários anuais, mas o trabalhador brasileiro não pode receber seu décimo terceiro! Um ato criminoso contra nossos trabalhadores e contra o próprio Brasil!

É má fé do Delúbio; eu só queria flexibilizar

Na prática, o governo de FHC propunha uma volta à década de 20, com os trabalhadores retornando ao regime de servidão e miséria, sob o julgo despótico de patrões e empresas sem qualquer compromisso social ou respeito humano. Rasgava-se a CLT e se cumpria importante meta do ideário neoliberal: desmobilizar os trabalhadores, acabar com seus direitos e com seus sindicatos, dar aos empregadores um poder imenso e atrasar em mais algumas décadas o desenvolvimento econômico, político e social do Brasil.

Foi o presidente Lula quem, logo após sua chegada ao poder, ordenou que se arquivasse tal iniciativa, absolutamente nefasta ao Brasil e os trabalhadores. Ainda agora, há poucos meses, o PSDB formou uma “comissão de notáveis”, integrada pelo mesmo Fernando Henrique, seu ex-ministro da Fazenda (três quebras do Brasil em apenas oito anos) Pedro Malan e outros tucanos, para esboçarem reforma no programa partidária. Dentre as propostas do grupo - como não poderia deixar de ser - o fim do FGTS, a “flexibilização” das relações de trabalho, etc… Eles perdem as eleições, mas não perdem a vontade de maltratarem os trabalhadores! Fica o registro da sordidez da iniciativa e do desrespeito aos brasileiros.

Com Lula, Dilma e o governo do PT, o salário mínimo saiu da casa dos míseros R$ 200 (último ano do governo FHC) para ser, hoje, mais que o triplo! A média de aumentos dados por FHC fica em R$17,50 ao ano. Já Lula/Dilma acrescentaram, anualmente em média, R$38,57 ao mínimo. Caso a tendência do governo de FHC/PSDB/DEM tivesse sido mantida, com a eleição de Serra nas eleições de 2002, hoje o mínimo seria de risíveis R$ 360 apenas, cerca da metade do salário atual!

O salário dos trabalhadores brasileiros, e, por conseguinte, o 13º salário, é sagrado. É fruto de muito trabalho e sincera devoção ao Brasil e aos seus maiores interesses. Poucos países têm a sorte de contar com trabalhadores tão conscientes, profissionalmente capazes, comprometidos com seu país, seu presente de realizações e o futuro promissor de uma das grandes Nações do mundo no século XXI.

Clique em Companheiro Delúbio para ler todo o artigo.

(*) Delúbio juntamente com José Dirceu foi fundamental para a eleição de Lula em 2002; daí o ódio que a direita tem por ele.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Delúbio Soares escreve sobre o Dr Lula da Silva


Lula, Honoris Causa em Brasil
Delúbio Soares (*)


Do agreste pernambucano, castigado tanto pela estiagem sazonal quanto pela miséria secular, ao púpito parisiense doSciences Po, o brasileiro Luiz Inácio percorreu bem mais que meio século. Um caminhão pau-de-arara levou Dona Lindú e seus rebentos do sofrimento da terra calcinada de Caetés para a promessa da cidade grande. A história, por seus desígnios e caprichos, levou ainda mais longe o seu filho.
Eita que o peão parece que vai
levantar voo. Vixi!
Mesmo que, com cândida desfaçatez, uma repórter brasileira queira saber do diretor Richard Descoings, a razão pela qual “o Instituto de Ciências Políticas de Paris homenageia Lula e não Fernando Henrique Cardoso” (pasmem!), a história já se encarregou de responder o inacreditável disparate. Ainda que parte da imprensa ressentida e dos críticos aziagos de sempre finjam não saber que o “Honoris Causa” é uma honraria humanista, um reconhecimento absoluto por méritos pessoais e não mais um título acadêmico, a história – irônica que só – reservou ao torneiro mecânico, o “sapo barbudo” alvo de tantos deboches, a gloriosa tarefa de soerguer o país que havia ido à bancarrota (e por três vezes consecutivas) pelas mãos de um ilustrado “príncipe dos sociólogos”. Ah, o destino!

(...)

(*) Delúbio Soares é professor e, juntamente com Zé Dirceu, foi fundamental para a eleição de Lula em 2002.

Leia (se quiser, claro) todo artigo em Companheiro Delúbio.

O espirutualista Gilmar Carneiro probabelmente não vai ler. Ele é probo.

domingo, 29 de maio de 2011

Delúbio: Educação, único caminho para o futuro

Delúbio é professor
 Artigo semanal de Delúbio Soares no jornal Diário da Manhã de Goiás.

Diferente da austeridade imposta pela educação de séculos atrás, quando o rigor da disciplina – muitas vezes com severos castigos corporais – era o que imperava na condução do ensino, pensar hoje a educação é uma tarefa que precisa ser feita com sensibilidade, razão, forte sentido humanista e, acima de tudo, vontade política.
A educação ultrapassa os limites dos abnegados professores batalhando na sala de aula, e vai para muito além dos limites físicos de nossas escolas. Essa palavrinha mágica abre portas, desenha o destino e tange no horizonte o futuro num sopro de anseio e vontade. A educação é emancipação social, econômica, política e ideológica. A educação é o princípio da cidadania e a consolidação dos povos como nações. Leia MAIS.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Receita de Ano Novo

Este belíssimo poema de CDA me foi enviado pelo companheiro Delúbio Soares:

Receita de Ano Novo
Carlos Drummond de Andrade

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.