terça-feira, 13 de março de 2012

Homem de pouca fé

3 comentários:

Joel Bueno disse...

Não entendi. Ele põe café onde?

Sérgio Vianna disse...

Po o café é ótimo! Boa Joel.


Mas, em se tratando de fé de menos, o mundo do futebol está ficando uma mixórdia.

A cada dia é mais difícil torcer para esse bando de malucos.

Colhendo algumas notícias ontem pela internet o vômito surge com folga. Senão vejamos alguns exemplos.

Um ano contratado pelo Corinthians e apenas oito vezes entrou em campo, somente uma vez jogou os 90 minutos de uma partida. As outras sete vezes ficou entre 5 e 20 minutos o tempo de “trabalho”. Dois gols nesse período.

Dispensado, quer receber um milhão e meio pelos salários futuros (?).

O clube paulista marcou a reunião para discutir o distrato na próxima sexta-feira, mas Adriano quer antecipar o encontro porque quer viajar, em vôo fretado para o Rio, antes do final de semana.

Pouco antes disso, ainda na tentativa de recuperá-lo, foi convidado a subir na balança e se recusou a mostrar o peso. Convidado a continuar o tratamento em regime de concentração para adiantar o retorno, recusou-se novamente. Convidado a treinar no domingo, porque não seria relacionado para o jogo, recusou-se também.

Por fim, levou a garotada do sub-17 do Corinthians para um restaurante, para comemorar a Copa São Paulo.

Na hora de pagar a conta escondeu-se num banheiro e mandou o gerente cobrar dos garotos (pequena tortura psicológica, também chamada “brincadeirinha”).

“Ele quer ficar no Rio e no Flamengo...”, disse um dos amigos que monitoram os próximos passos do atleta, “...mas é no Flamengo.”, complementa.

Na outra ponta, Walter Oaquim, vice de relações externas do Flamengo, já se adiantou e disse “...que vai procurar Adriano para oferecer o clube para ele se recuperar, e caso isso aconteça, a contratação pode acontecer.”.

Ronaldinho Gaúcho e Wagner Love estão prontos para receber o novo colega: “Adriano é Adriano”, proclamou o R10.

Patricia Amorim disse que não se contrata de uma hora para outra. É verdade. De uma hora pra outra não, mas de um dia pra outro, talvez.


Esses fatos e relatos estão nas páginas da internet. Sem comentários, exceto, que há atletas e clubes que se merecem.

Por exemplo, o zagueiro Alex Silva, o pirulito, era chamado antes de ontem, em janeiro de 2012, pelo vice de finanças Michel Levy, de “marqueteiro e bichado”.

Sem salários há alguns meses, o jogador se recusou a viajar para a Bolívia, para o primeiro jogo da pré-libertadores e entrou na justiça para receber os atrasados.

Antes disso, tomou dinheiro emprestado de seu empresário Luiz Taveira. Agora em março, o pirulito declarou: “...Michel (Levy) foi um homem de palavra, mostrou caráter. Essa confusão toda foi porque eu fui mal-instruído” (pelo Luiz Taveira).

Pirulito diz que vai retirar a ação de cobrança de salários contra o Flamengo e fazer um acordo para ser emprestado a outro clube.

O empresário diz que ele não precisa criar histórias, que basta pagar o empréstimo que lhe fez e seus salários e rescindir o contrato.

E que dizer agora que foi mal instruído é conversa furada, porque quem levou o Flamengo à Justiça foi ele, foi decisão dele.

“Na zorra que é o Flamengo eu não duvido nada. Sempre tem algum maluco que pede o Adriano. Mas com a vinda do Vagner Love isso diminuiu um pouco. Mas qualquer clube sério hoje em dia sabe que apostar no Adriano é uma coisa de maluco”. Essa avaliação é de Renato Maurício Prado, um jornalista que não se esquiva de dizer que torce freneticamente pelo Flamengo.

Concluindo, o mundo do futebol está cada dia mais igual a um jogo de traficantes, bandidos em geral, picaretas e demagogos.

Não é à toa que os estádios estejam tão vazios.

José Marcio Tavares disse...

Caro Sério, passei minha infância e juventude ligado a essas duas coisas chamadas escola de samba e futebol. Vivia o ano todo dentro do Arranco (hoje se chama Arranco do Engenho de Dentro), mas era portelense de ir às domingueiras lá no Portelão e, algumas vezes, quando havia ensaio no Mourisco. Isso faz muito tempo.
Futebol era durante a semana (antes de começar a trabalhar), jogando e, nos finais de semana indo ao Maraca.
Hoje em dia sinto nojo das duas coisas.
Acabaram com o samba-enredo. O desfile é vitrine para putas e/ou celebridades; da Globo, principalmente. O samba virou marchinha e os enredos são ridículos. No desfile do tal grupo de acesso tinha até um bacilo de iogurte ou coisa que o valha.
O futebol passou a ser monitorado também de acordo com os interésses (só pra lembrar do Briza) da Globo. Jogos que terminam depois da meia-noite pra não atrapalhar a programação da emissora e resultados arranjados para beneficiar os dois clubes que dão mais grana: Corinthians e Coiso.
Ou, então, tudo isso que eu escrevi acima é fruto da minha condição de sexagenário. Fim.