segunda-feira, 13 de junho de 2011

O mundo vai acabar

A imagem diz tudo

4 comentários:

Sérgio Vianna disse...

por Luiz Gonzaga Belluzzo na Carta Capital

"A independência moral e política se esvai nas eleições, cada vez mais caras".

"Por isso, ninguém foi capaz, até agora, de propor o óbvio: aprovar uma lei de financiamento público das campanhas eleitorais, condição mínima para que seja instaurado por aqui um regime parecido com a democracia".

"Há quem torça o nariz para a ideia do financiamento público exclusivo".

"Os adversários argumentam com a escassez de recursos diante de prioridades mais prioritárias".

"Escuto meus botões: o que poderia ser mais importante numa sociedade que se pretende democrática e republicana do que a qualidade da representação popular e a igualdade de condições na disputa eleitoral?"

"Mais do que isso: as normas do mercado passaram a ditar as regras da vida política".

"No Brasil de hoje, essa lógica fatal vem contaminando as instâncias decisivas do poder estatal".

"O sistema partidário e o financiamento das campanhas eleitorais parecem ter sido engendrados com o propósito de transformar o Congresso num mercado de balcão, no qual os gritos de “compro” e “vendo” tornam ridícula a hipocrisia dos discursos moralistas dos plenários".

Sérgio Vianna disse...

Sobre o que escreveu o Belluzo na Carta Capital, reproduzido no comentário acima.

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Financiamento público e exclusivo das campanhas. Sou favorável. É mais democrático por igualar as oportunidades.

Sistema de votação no Partido. Sou favorável. Vai fortalecer as entidades partidárias.

Mas a Lei deverá exigir que os partidos tenham seus compromissos registrados em seu estatuto social e este no TSE.

Partido da biruta de aeroporto que pode ir pra qualquer lado não é partido, é balcão de aluguel.

O Eleitor poderia votar uma segunda vez apontando a liderança do partido que ele prefere para assumir o cargo de parlamentar federal (ou estadual ou vereador). Sou favorável. Para arrefecer as amarras e as loucuras da burocracia partidária.

Fim do Senado Federal, como defende o Dalmo Dallari. Sou favorável. O sistema bicameral no Brasil funciona como sistema de confronto entre as duas casas num balcão de negócios infindável.

Vejam o exemplo do Código Florestal, sabido por todos que vai ser alterado no Senado, e que por isso, deverá retornar à Câmara, travando uma discussão infinitamente.

A alteração do Código Civil, que produziu um novo Código mais moderno, levou 11 anos nesse vai e volta.

Poderia ser adotada a votação em dois turnos para os projetos de Lei de qualquer natureza e para as Leis complementares e Emendas à Constituição, além dos dois turnos, a qualificação de quórum mínimo, podendo ser dois terços ou três quintos, por exemplo.

Consolidar o Projeto da Ficha Limpa e aumentar suas exigências.

Um processo sofrido só impediria o candidato que fosse julgado por Colegiados (Tribunal do Júri, Tribunais estaduais e Regionais federais, Superior e Supremo, etc.), mas a partir de dois processos distintos, o candidato já ficaria impedido por uma decisão de juiz de primeira instância e a partir de três processos ficaria impedido de ser candidato mesmo sem condenação definitiva.

Ex-presidentes da República jamais poderiam ser candidatos a qualquer outro cargo público.

Depois de ser presidente da República encerra a carreira e vai dar aulas, fazer palestras, qualquer coisa, menos ficar entupindo o Senado, como é o caso do Sarney, Itamar e Collor, todos eles senadores.

Governadores de Estado, reeleitos ou não, só poderiam ser candidatos depois de duas eleições.

Requião, por exemplo, que encerrou dois mandatos em 2010, só poderia ser candidato novamente em 2018 (não poderia ser em 2010, como foi, nem em 2014, a próxima).

Prefeitos municipais somente poderiam ser candidatos na segunda eleição estadual/nacional após o fim de seu mandato.

O Kassab, por exemplo, pode ser reeleito em 2012 (concorrer) e depois disso, só poderia ser candidato na segunda eleição estadual/nacional depois do fim de seu mandato.

Se perder a reeleição em 2012, só poderia ser candidato em 2018.

Se conseguisse a reeleição, encerrando o segundo mandato de prefeito em 2016, só poderia ser candidato novamente em 2022.

Vereadores, máximo de quatro mandatos, seguidos ou não.

Deputados estaduais, máximo de três mandatos, seguidos ou não.

Deputados federais, máximo de dois mandatos, seguidos ou não.

Senadores não existiriam mais.

Em vinte anos, renovaríamos todos os nossos atuais representantes. Chega de cargos políticos eternos.

Fazer política poderia ser um direito eterno, mas os cargos não podem ser ocupados infinitamente conforme se vê hoje Sarney, Jarbas, Requião, Simon, Azeredo, Itamar, Agripino, etc. e tal.

O deputado federal Henrique Eduardo Alves está no seu décimo mandato consecutivo. Há casos de outros deputados com nove, oito, sete, seis mandatos consecutivos.

Já são móveis e utensílios do Congresso, menos deputados, menos ainda, representantes do povo.

Marcio Tavares disse...

Será que é por isso tudo que o Zeca bebe tanto?

Sérgio Vianna disse...

ha ha ha !

Boa, Márcio.

Ando escrevendo compulsivamente em vários blogues, de amigos e amigas.

Num blog de uma grande amiga recebi de uma internauta a "sugestão" de abrir o meu próprio espaço internético, após seis ou oito comentários seguidos.

Isso depois que a dona do blog demonstrou não gostar de tanto palpite em postagens que não diziam respeito aos meus comentários (fiz comentários políticos até em postagens de poesia dela).

Agradeci a sugestão. Mas não é o meu caso. Conforme me expliquei à internauta e à blogueira, eu confesso:
Estou mais para assaltante de blogues alheios a publicar palpites e pitacos a torto e a direito.

Depois de ficar nove anos responsável pelo jornal de certa instituição financeira numa entidade sindical acostumei a escrever (e dar palpites) sobre todos os assuntos.

O jornalista responsável me dizia que a profissão dele é conhecida como sendo exercida por quem acha que conhece de tudo um pouco e não entende nada de p... nenhuma.

E vira um vício. Ficar sem ler ou escrever por mais de dois dias dá convulsão.

Mas, para não falar que não falei de flores, o Zeca Pagodinho tomando água mineral em frente a uma geladeira da Brahma é quase um sacrilégio.

Eu adoro o samba e o jeito moleque do Zeca. Além de tudo de bom que ele tem, ainda é botafoguense.

E por ser um camarada respeitado por toda a velha guarda de quase todas as escolas, e ter como madrinha a Beth Carvalho, outra grande botafoguense, ele só pode ser um fora de série.

Mas Zeca tem que tomar cuidado. Água enferruja.

Abração Márcio!


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Em tempo: Lembrando o Joel Bueno, que sempre escreve sobre a Lúcia Hippólito não deixá-lo sem assunto, os Tucanos paulistas também não nos deixam em paz.

Depois de arrancar as roupas de uma policial civil em público, sob filmagens com som alto e claro, inclusive a calcinha da moça, vem a decisão de ARQUIVAR o processo administrativo contra o cára pálida que se acha no direito de passar a mão na vagina da ex-colega para produzir uma prova de suborno.

No Brasil em que o Superior Tribunal de Justiça DECRETA a anulação das provas e da sentença condenatória de Daniel Dantas, sob o argumento de obtenção ilícita de provas, embora produzidas pela Polícia Federal (I), com a ajuda da ABIN (II), sob a supervisão do Ministério Público (III), com autorização de um Juiz Federal (IV), e tudo confirmado pelo Pleno do Tribunal Regional Federal (V), arrancar calcinha de mulher à força e em público pode.

As provas contra Daniel Dantas são nulas.

As provas contra a ex-policial valem, e arquiva-se o processo por tortura física e psicológica.

Viva o Brasil (frase de outro blogueiro)!