sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Gols de Flamengo x Figueirense (jogão!)

Flamengo consegue interromper série de 6 vitórias seguidas do Figueirense. Valeu, Mengão!

A estrelinha piscando na camisa do Flamengo foi um espetáculo a parte. Só não se sabe onde enfiaram a estrela piscante depois do jogo. Mas isso, claro, não tem a menor importância.

Outro fato interessante foi que, apesar da ótima atuação do time, a torcida do Flamengo gritava ao final do jogo "time sem vergonha!". Acredita-se que ainda seria a raiva da maioria dos torcedores pela prisão de Nem da Rocinha.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Taxista não admite que passageira seja ateia

A dura vida dos ateus em um Brasil
cada vez mais evangélico
Eliane Brum (*)

O diálogo aconteceu entre uma jornalista e um taxista na última sexta-feira. Ela entrou no táxi do ponto do Shopping Villa Lobos, em São Paulo, por volta das 19h30. Como estava escuro demais para ler o jornal, como ela sempre faz, puxou conversa com o motorista de táxi, como ela nunca faz. Falaram do trânsito (inevitável em São Paulo) que, naquela sexta-feira chuvosa e às vésperas de um feriadão, contra todos os prognósticos, estava bom. Depois, outro taxista emparelhou o carro na Pedroso de Moraes para pedir um “Bom Ar” emprestado ao colega, porque tinha carregado um passageiro “com cheiro de jaula”. Continuaram, e ela comentou que trabalharia no feriado. Ele perguntou o que ela fazia. “Sou jornalista”, ela disse. E ele: “Eu quero muito melhorar o meu português. Estudei, mas escrevo tudo errado”. Ele era jovem, menos de 30 anos. “O melhor jeito de melhorar o português é lendo”, ela sugeriu. “Eu estou lendo mais agora, já li quatro livros neste ano. Para quem não lia nada...”, ele contou. “O importante é ler o que você gosta”, ela estimulou. “O que eu quero agora é ler a Bíblia”. Foi neste ponto que o diálogo conquistou o direito a seguir com travessões.

- Você é evangélico? – ela perguntou.
- Sou! – ele respondeu, animado.
- De que igreja?
- Tenho ido na Novidade de Vida. Mas já fui na Bola de Neve.
- Da Novidade de Vida eu nunca tinha ouvido falar, mas já li matérias sobre a Bola de Neve. É bacana a Novidade de Vida?
- Tou gostando muito. A Bola de Neve também é bem legal. De vez em quando eu vou lá.
- Legal.
- De que religião você é?
- Eu não tenho religião. Sou ateia.
- Deus me livre! Vai lá na Bola de Neve.
- Não, eu não sou religiosa. Sou ateia.
- Deus me livre!
- Engraçado isso. Eu respeito a sua escolha, mas você não respeita a minha.
- (riso nervoso).
- Eu sou uma pessoa decente, honesta, trato as pessoas com respeito, trabalho duro e tento fazer a minha parte para o mundo ser um lugar melhor. Por que eu seria pior por não ter uma fé?
- Por que as boas ações não salvam.
- Não?
- Só Jesus salva. Se você não aceitar Jesus, não será salva.
- Mas eu não quero ser salva.
- Deus me livre!
- Eu não acredito em salvação. Acredito em viver cada dia da melhor forma possível.
- Acho que você é espírita.
- Não, já disse a você. Sou ateia.
- É que Jesus não te pegou ainda. Mas ele vai pegar.
- Olha, sinceramente, acho difícil que Jesus vá me pegar. Mas sabe o que eu acho curioso? Que eu não queira tirar a sua fé, mas você queira tirar a minha não fé. Eu não acho que você seja pior do que eu por ser evangélico, mas você parece achar que é melhor do que eu porque é evangélico. Não era Jesus que pregava a tolerância?
- É, talvez seja melhor a gente mudar de assunto...

O taxista estava confuso. A passageira era ateia, mas parecia do bem. Era tranquila, doce e divertida. Mas ele fora doutrinado para acreditar que um ateu é uma espécie de Satanás. Como resolver esse impasse? (Talvez ele tenha lembrado, naquele momento, que o pastor avisara que o diabo assumia formas muito sedutoras para roubar a alma dos crentes. Mas, como não dá para ler pensamentos, só é possível afirmar que o taxista parecia viver um embate interno: ele não conseguia se convencer de que a mulher que agora falava sobre o cartão do banco que tinha perdido era a personificação do mal.)

Chegaram ao destino depois de mais algumas conversas corriqueiras. Ao se despedir, ela agradeceu a corrida e desejou a ele um bom fim de semana e uma boa noite. Ele retribuiu. E então, não conseguiu conter-se:

- Veja se aparece lá na igreja! – gritou, quando ela abria a porta.
- Veja se vira ateu! – ela retribuiu, bem humorada, antes de fechá-la.
Ainda deu tempo de ouvir uma risada nervosa.

(*) - Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e
internacionais de reportagem. É autora de um romance - Uma Duas (LeYa) - e de três livros de reportagem:Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê(Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo).

E codiretora de dois documentários: Uma História Severina e Gretchen Filme
Estrada.

Show de Fred no Engenhão: Flu 5 x 4 Grêmio

terça-feira, 15 de novembro de 2011

As religiões e a propaganda

Padroeiro de Duda Mendonça
Religiões no nascimento da propaganda



Marcelo Castro(*)

Para se compreender a gênese do processo de propaganda e contrapropaganda é bom se entender um pouco da formação do novo testamento. Os judeus provavelmente tenham sido o povo que primeiro usaram o espírito da ideia de que "a propaganda é a alma do negócio".

A bíblia, ainda hoje, é a peça de propaganda de maior sucesso da história da humanidade, nem mesmo Hollywood foi tão eficaz em disseminar os valores, costumes e moral de um povo.

No estudo deste processo é preciso voltar ao século primeiro depois de cristo, uma época em que o poder militar do império romano sufocava todo mundo ocidental: oriente baixo (Síria e Turquia), gauleses, britânicos, gregos, egipicios e judeus. Aos romanos não bastava a conquista, era necessário submeter e humilhar os conquistados. Emblemático desta situação eram as estátuas erigidas pelos romanos nos centros de suas conquistas, como a clássica estátua de um poderoso guerreiro, representando Roma, submetendo uma fêmea frágil que representava o conquistado. Diante do avassalador poderio militar romano restava aos conquistados apenas o lento processo de propaganda anti-romana, e, provavelmente, os melhores propagandistas da época foram os judeus.
A maior peça de propaganda anti-romana foi o livro da revelação ou o livro do apocalipse de João (não o apóstolo) (**). No ano de 66 d.c. houve uma sublevação na Judeia que foi reprimida com enorme crueldade e violência pelas tropas do imperador Nero. Entre os poucos judeus que escaparam do massacre estava o profeta João que se exilou no oriente baixo, provavelmente Turquia. Em conjunto com turcos, gregos e sírios, João iniciou a criação de documentos apócrifos que tinham como motivação a propaganda anti-romana.

O apocalipse surge de uma ideia radical. Os livros da revelação tinham origem egípcia e babilônica e a finalidade era fundamentar o divino na nova era, João, o profeta judeu, admite a impossibilidade dos povos conquistados em suplantar Roma no plano militar e passa a pregar o fim do mundo e o surgimento do reino de Cristo, numa alusão à queda do império romano. Simbolismos e arquétipos persistentes até os dias de hoje, como o número 666 o da "besta", tem origem no apocalipse e são alusão ao ano de 66 d.c. e a "besta" não seria outro senão Nero. Rogar pragas já fazia muito sucesso naquela época e há passagens particularmente terríveis no Apocalipse que dão uma noção da angústia e da vontade de vingança dos povos conquistados, como a passagem onde João anuncia o retorno de Cristo que acorrentaria a "besta" (Nero) e o aprisionaria num lago de angústias e aflições por milhares de anos.

O sucesso dos panfletos apócrifos é tamanho que por volta de 312 d.c. o imperador Constantino deixa de confrontar o cristianismo diretamente e inventa a contrapropaganda.

Assume o cristianismo como religião oficial do império, cria a igreja católica com sede em Roma. A igreja católica passa, então, a ser o órgão oficial de censura aos panfletos apócrifos. Com a edição de seus canônes, a igreja católica determina quais documentos apócrifos podem ser publicados. Não seria exagero imaginar que o novo testamento não passa de uma resenha dos documentos autorizados pelo império romano através da sua igreja, já que nem mesmo os próprios judeus jamais assumiram o cristianismo e a bíblia hebraica ainda é uma peça sectária do ortodoxismo judeu .

Aspectos deste processo de propaganda e contraproganda podem ser reconhecidos na mídia contemporânea. Um estudo detalhado tem sido realizado pela professora de religião da universidade de Priceton, Elaine Pagels. Neste site (em inglês), Elaine oferece uma panorâmica do livro da revelação do profeta João.

Copicolado do Blog do Saraiva.

(*) ainda não consegui descobrir quem é Marcelo Castro. Quem souber, por favor, me conte.

(**) Quanto à controvérsia de quem seria o autor do Apocalipse leia AQUI.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Chororô do Coiso: a melhor piada do ano!

Fla fará representação contra má atuação da arbitragem

Após a má atuação do árbitro Jailson Macedo Freitas na partida entre Flamengo e Coritiba, o Rubro-negro fará, por meio da Federação de Futebol do Rio de Janeiro, uma representação contra o mesmo na Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A diretoria de futebol rubro-negra explicou que a atitude será tomada em virtude não só do pênalti claro não marcado em Ronaldinho, como também pelo critério adotado no confronto com o time mais faltoso do campeonato.

Confirmando que a atuação do time não foi das melhores, o diretor de futebol do Flamengo Luis Augusto Veloso acredita que, caso a penalidade fosse convertida, o vento poderia soprar a favor do Fla.

Fonte: Correio do Brasil

Vai se fuder, Coiso dos Infernos!!!

domingo, 13 de novembro de 2011

UPP da Rocinha tem que se chamar Neuzinha Brizola

Será uma homenagem àquela que tanto ajudou a desenvolver o comércio da famosa comunidade carioca. A Rocinha Nem era conhecida e foi a filha querida do saudoso governado Itagiba Brizola quem a divulgou.

Seu legado é baseado
na solidariedade à Rocinha
Nem que seja preciso uma mobilização popular, a UPP tem que se chamar Neuzinha Brizola. Será um tributo à mãe branca do comércio rocinhês.

Todos aqueles que quiserem contribuir para essa campanha, Nem que seja de forma bem simples, poderá tuitar o governado Sérgio Rouba-Mas-Faz Cabral no seguinte perfil: @SergioCabralRJ.

Nem podemos esquecer a carreira de cantora e compositora dessa que foi a a estrela de maior brilho da família que tanto fez pelo comércio popular do nosso estado. Sua linda canção "Mintchura" ainda reverbera em nossos ouvidos como um doce cântico de louvor aos nossos cracks da Seleção Brasileira.



O governador Sergio RMF Cabril saberá homenagear essa figura tão bagana apondo o seu nome na UPP que será criada em breve na Rocinha. Sua inauguração será comemorada com um foguetório típico da comunidade.

Faloooooouuuuu.

Como molestar crianças com Jesus

sábado, 12 de novembro de 2011

Religião x Razão

O fundo musical é uma valsa de Brahams

Uma homenagem ao velho comuna Robert Wyatt





Pra saber mais sobre ele clique AQUI.

Brasil vai bancar médicos de Cuba

Padilhando, padilhando...
O governo vai bancar uma espécie de cursinho para que médicos formados em Cuba possam atuar no Brasil. A ideia é facilitar a revalidação dos diplomas, oferecendo um reforço gratuito em universidades brasileiras com assuntos não abordados na graduação cubana, como noções do Sistema Único de Saúde (SUS). O curso seria dado antes da prova para reconhecimento do diploma. Sem a validação, eles não podem trabalhar no País.

Atualmente, para ter autorização de exercício profissional, médicos formados em outros países têm de passar por um exame organizado nacionalmente, o Revalida, ou se submeter a provas feitas por algumas universidades federais – que não aderiram ao exame nacional. O processo, no entanto, não é fácil......


Neste ano, dos 677 inscritos no Revalida, 65 foram aprovados. Em 2010, quando a prova foi lançada, os resultados foram mais baixos: dos 628 candidatos, dois tiveram permissão para trabalhar no Brasil. Com o reforço, brasileiros formados em Cuba teriam mais chances no exame de validação.

Assinado em setembro durante uma visita a Cuba do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o acordo entre universidades estaduais e a Escola Latino-Americana de Medicina (Elam), de Cuba, permite ainda que, durante o período de aperfeiçoamento, profissionais trabalhem, numa espécie de estágio.

Fonte: Amigos do Presidente Lula

PCdoB reafirma solidariedade aos 5 heróis cubanos

A delegação do PCdoB que se encontra em
Cuba a convite do PC Cubano em seu
terceiro dia de visita à ilha socialista
A comitiva, liderada pelo presidente do nacional do Partido, Renato Rabelo, se encontrou na sede do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (Icap), com Magali Gonzalez e Mirta Rodriguez, mães de Fernando Gonzalez e Antonio Guerrero, dois dos cinco heróis ubanos antiterroristas presos nos Estados Unidos.

Recebidos por Kenia Serrano, presidente do ICAP, a delegação do PCdoB reiterou a solidariedade ativa dos comunistas brasileiros com a nobre causa humanitária dos cinco heróis cubanos.

A presidente do ICAP, que recentemente esteve no Brasil para participar da Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba, realizada em julho, em São Paulo, agradeceu a ativa solidariedade dos comunistas brasileiros e fez um positivo balanço destas atividades no ultimo período.

Kenia lembrou que mais de 5 mil famílias cubanas são marcadas como vítimas do terrorismo proveniente dos Estados Unidos, desde o início da Revolução cubana, e observou a imensa solidariedade dos povos do mundo ao cubanos – uma rede conformada por comitês de solidariedade com a Revolução cubana em 152 países ao redor do planeta.

Renato Rabelo expressou os votos pelo êxito da jornada pela libertação dos cinco. Informou a ampla difusão do tema no Brasil, com a recente publicação do livro “Os últimos soldados da guerra fria”, do prestigiado escritor Fernando Morais, que em poucas semanas ingressou nas listas dos mais vendidos nas livrarias de todo o Brasil.

Fonte: Portal Vermelho

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Pra Dizer Adeus a Torquato Neto

Quatro décadas depois,
legado de Torquato Neto permanece vivo



Torquato, Caetano e Capinan
Por Nayene Montelles

“A importância de Torquato Neto vai aparecer naquilo que ele fez e disse” (Toninho Vaz). Certamente, foi isso que ocorreu. O poeta, letrista, jornalista, ator e cineasta piauiense Torquato Neto se despediu da vida há exatos 39 anos. ‘O sujeito dispersivo’, como o denominou o compositor Edu Lobo, é ainda hoje um dos grandes nomes da cultura piauiense que se projetou em todo o Brasil.

Com um vasto conjunto de obras e amizades, Torquato Neto foi um dos fundadores do movimento Tropicália. Amigo de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Nara leão e outros grandes nomes da cultura brasileira, Torquato se destacou pela irreverência e rebeldia.

“A vida breve, mas fecunda, de Torquato Neto é uma síntese da grandeza, mas também dos abismos que definem a cultura alternativa e rebelde dos anos 60 e 70”, diz o escritor José Castello. A sua rebeldia figurava também em sua aparência. Seus cabelos compridos e roupas ao estilo hippie o configurava como um homem que recusava o mundo que vivia. “Ele tinha a vontade de destruir o mundo para, nesse mesmo gesto, fazer o parto de um novo”, acrescenta Castello.



Longe dessas definições e interpretações de Torquato, seu primo e admirador, George Mendes, tinha apenas 14 anos quando Torquato se suicidou.‘Eu era o menininho que olhava seu ídolo e que tinha a chance de chegar perto dele’, diz George com satisfação. Sem ousar definir Torquato ou mesmo imaginar o que o poeta era e pensava, como fizeram os autores citados, George nos conta um pouco as suas impressões de Torquato Neto:



Bom, eu costumo dizer que o Torquato é um artista multimídia. Provavelmente, um dos maiores artistas multimídia do Brasil e o primeiro do Piauí. Torquato trabalhou em música, no cinema, literatura e exerceu o jornalismo cultural durante muito tempo. Ele é uma artista de várias linguagens, que são sintetizadas na poesia. A sua essência era a poesia. E como poeta foi compositor, ele compôs letras de música, ele morreu sem deixar um livro publicado de poesia, propriamente dita, mas tem dois livros a serem publicados. Atuou como cineasta, ator, roteirista e artista plástico. Uma coisa que é instigante no Torquato é a gente lembrar que ele morreu tão jovem e construiu uma obra tão instigante, tão vasta e ao mesmo tempo tão quantitativamente pequena. Em dez anos, ele foi capaz de construir uma bora tão inovadora, de tal forma que ela conseguiu se eternizar no tempo. Para você ter uma ideia, as obras de Torquato foram construídas em uma trajetória que começa em Teresina, vai a Salvador, Rio de janeiro, São Paulo, Londres, Paris e Rio, onde ele terminou falecendo.

Leia todo o artigo em Portal A Z

Adeus, Super Ézio!