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domingo, 18 de dezembro de 2011

Morre o escritor ateísta Christopher Hitchens

Agora são apenas 3 os "Cavaleiros do Apocalipse"
Não, ninguém vai ficar se debulhando em lágrimas pelas redes sociais. Chris não era um roqueiro drogado nem jogador de futebol cachaceiro. Era apenas um dos intelectuais mais influentes do mundo. Era um pouco direitista demais pro meu gosto, mas não se pode querer que uma pessoa seja boa em tudo, né? Taí o Sr & Silva que não me deixa mentir.

Um dos meus livros
preferidos
A notícia foi avançada pela Vanity Fair, revista com a qual o escritor colaborava, que define Christopher Hitchens como “um crítico incomparável, sagaz, destemido e um bom vivant”. “Nunca haverá ninguém como o Christopher.”

Desde que descobriu que sofria de cancro (câncer em português do Brasil), a mesma doença que matou o seu pai, que Hitchens fez da doença tema de muitos dos seus artigos na coluna da Vanity Fair, onde apontava a morte como uma certeza a curto prazo. “Eu adoro o imaginário da luta. Por vezes desejaria que estivesse a sofrer por uma boa causa ou que arriscasse a minha vida pelo bem dos outros, em vez de ser apenas um paciente às portas da morte”, escreveu Hitchens em Agosto de 2010.

Sempre muito controverso e com os seus ideais bem definidos, Christopher Hitchens nunca teve medo de escrever, dizer e demonstrar tudo o que pensava e defendia, fosse sobre os políticos e o estado da governação do mundo ou mesmo sobre religião. Mais do que jornalista ou escritor, Hitchens foi um orador e filosofo, que desde cedo incomodou.

Foi visto como um dos representantes mais importantes do novo ateísmo, tendo sido frequentemente referido como um dos quatro "Cavaleiros do Apocalipse", juntamente com os ateístas Richard Dawkins, Sam Harris e Daniel Dennett. Christopher Hitchens definiu-se como um crente nos valores filosóficos do Iluminismo, para quem a livre expressão e a investigação científica deveriam substituir a religião como meio de ensinar ética e definir a civilização humana.

Leia mais (se quiser, claro) em Público.

Esclarecimento: o nome do sítio da revista portuguesa é que se chama Público; não precisa ser lido "em público", seus ignorantes.

Para quem foi filhinho de papai rico e pode cursar a Cultura Inglesa: Blog do Sam Harris

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Sam Harris culpa o papa pela pedofilia

"A Ciência é capaz de dizer o que é certo e o que é errado"
Em entrevista à revista Veja, Sam Harris (*) diz o que gostaria de perguntar ao papa, caso lhe fosse concedida a oportunidade de um "longo e honesto bate-papo" (ou seria bate-papa?):

Se o senhor tivesse a chance de se encontrar com o Papa para um longo e honesto bate-papo, qual seria sua primeira pergunta? Gostaria de falar imediatamente sobre o escândalo do estupro infantil dentro da Igreja Católica. Acho que o Papa é culpável por tudo que aconteceu. A evidência nesse momento sugere que ele estava entre as pessoas que conseguiram fazer prolongar o sofrimento de crianças por muitos anos. Acho que ele trabalhou ativamente para proteger a Igreja do constrangimento e no processo conseguiu garantir que os estupradores tivessem acesso às crianças por décadas além do que deveria ter sido. O Papa deveria ser diretamente desafiado por causa disso. Contudo, é algo que seu status como líder religioso impede que aconteça. Ele nunca seria protegido dessa forma se ele estivesse em qualquer outra posição na sociedade. Imagine o que aconteceria se descobrissem que o reitor da Universidade de Harvard [uma das universidades americanas mais respeitadas do mundo] tivesse permitido que empregados da universidade estuprassem crianças por décadas e ele tivesse mudado essas pessoas de departamento para protegê-las da justiça secular? Ele estaria na cadeia agora. E isso é impensável quando se fala do Papa. Isso acontece por que nos ensinaram a tratar a religião com deferência.

(*) Sam Harris (1967) é um escritor, filósofo, e neurocientista estadunidense. É o autor de O Fim da Fé (2004) (no português brasileiro, "A Morte da Fé"), laureado com o prêmio PEN/Martha Albrand em 2005,[1] e de Carta a Uma Nação Cristã (2006), uma resposta elaborada às críticas que o livro anterior recebeu. Em 2009, ele completou o seu doutorado em neurociência na Universidade da Califórnia em Los Angeles. (fonte: Wikipedia)