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domingo, 28 de agosto de 2011

Bondinho de Santa Teresa: quem tem culpa pelo desastre?

A crônica de uma morte anunciada
Há um tipo de pessoa que adora coisas velhas e ultrapassadas. Em geral "de esquerda" e com ares de intelectual, essa gente ainda não percebeu que gostar velharias não tem nada a ver com respeito às tradições culturais.

Assim, eles detestam internet, Cds (adoram vinil), e informática. Muitos ainda preservam suas Olivettis portáteis e têm orgulho disso. Nada de Windows, Pentiuns e "toda essa parafernália inútil que nos é imposta pelo capitalismo predador".

Assim é boa parte dos moradores do outrora aprazível bairro de Santa Thereza (preservei a graphia antiga para agradá-los um pouquinho). Já o nome do bairro dá uma pista do que se encontra por lá. Essa Santa Thereza d'Ávila era uma fanática religiosa que tinha ataques enquanto se masturbava num convento de freiras enclausuradas. Aliás, existe um convento desse tipo no bairro. Coincidência...

Por coincidência, ontem, momentos antes de chegar em casa e ficar sabendo do ocorrido, vi estacionado na Senador Vergueiro um carro com o plástico da turma que ama de paixão essa geringonça chamada carinhosamente de "Bondinho de Santa Teresa". São os defensores de veículos com mais de 150 anos que servem principalmente aos hippies de butique do bairro. A maioria viaja no estribo porque já gastaram todo o dinheiro ganho com a venda de colares e brincos com Cannabis sativa, a popular maconha. Ouvi dizer que Santa vai para o Livro dos Records como o bairro que abriga o maior número de maconheiros por metro quadrado.

Esses caras (os defensores do tal bondinho) são os culpados pelo acidente que tirou a vida de cinco pessoas e mantém mais de 50 internados. Esses amantes do atraso deveriam vir a público explicar o porquê de tanto amor por um meio de transporte do século XIX.

A maioria é eleitora de Chico Papa-Hóstia, com certeza.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Discussão típica de um país atrasado

Ao invés de o debate ser sobre banda larga, trem bala, Olimpíadas, Copa do Mundo, Pre-Sal, no Brasil, o que motiva as pessoas são debates sobre aborto e casamento de viados. Coisas há muito superadas até pelo país onde mora o papa, a Itália. Nada de se discutir questões que podem melhorar nossa qualidade de vida. O atraso prefere assacar infâmias, da forma mais hipócrita, contra aqueles que são favoráveis "ao assassinato de criancinhas". Isso sim é importante, segundo os fundamentalistas, apesar dos mais de 3 milhões de abortos que são feitos clandestinamente todo ano no Brasil.
Só ela faz Ctrl+S

É a praga da religião. Os cidadãos de uma determinada sociedade são mais ignorantes, mais doentes, mais pobres e mais manipuláveis quanto maior for seu sentimento de religiosidade. Basta ver como são evoluídas as sociedades que praticamente baniram do seu cotidiano essa praga chamada religião: Suécia, Dinamarca, Noruega, Reino Unido e até a Alemanha do papa nazista.

(nessas mal traçadas, me refiro às religiões abraâmicas - cristianismo, judaísmo e islamismo -, pois são as que conheço mais um pouco).

Quanto mais religião, menos progresso. A religião é contra tudo que for para tornar a vida do ser humano mais feliz. Religião é contra o prazer. Abomina o sexo. É contra as pesquisas científicas que podem trazer benefícios à saúde dos seres humanos. A religião quer que as pessoas sofram. O sofrimento é a base dessa bestialidade. Segundo a lenda, o "filho do deus cristão" sofreu pra salvar a humaidade.

Aí eu pergunto: salvar de quê? E vou além perguntando se era necessário o pobre do barbudo levar tanta porrada e morrer de forma tão degradante pra salvar a humanidade. Em resumo, não salvou porra nenhuma e, hoje, somos obrigados a ver aquele instrumento de tortura com um cabeludo espetado, pendurado até em repartições que deveriam ser públicas. E pelo andar da carruagem, com a ajudinha prestimosa de vários deputados do PT (aí incluído o ex materialista dialético Gilberto Palmares), qualquer dia desses seremos obrigados a pendurar esses objetos de extremo mau gosto em nossas casas.

Aqueles que já não gostam dessa idiotice chamada religião tem, a meu ver, a obrigação moral de sair do armário e denunciar essa nojeira. Vamos fazer como os gays (não precisam fazer TUDO o que eles fazem!) e nos apresentar à sociedade. Esse seria o primeiro passo de uma longa caminhada rumo ao progresso. Sem religião.

Mas se quiserem continuar dando uma de agnósticos, tudo bem. Também deve ser muito difícil se declarar viado. Mas depois que muitos assumem, passam a ser mais respeitados. Com os viados foi assim.

PS: eu já estou pronto para as gozações pelo fato de ter comparado nós, ateus, aos viados.