Mostrando postagens com marcador Paolo Gabriele. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Paolo Gabriele. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 5 de junho de 2012

Mar de lama no Vaticano S.A.

Prisão do mordomo do papa
expõe mar de lama no Vaticano

Enquanto o BNDES faz empréstimos a juros subsidiados (*) para construir hotel para romeiros em Aparecida, fica cada vez mais evidente que o Vaticano e uma lavanderia de dinheiro sujo até da Máfia. 

Paolo Gabriele: o Vaticano é um paraíso
fiscal no coração de Roma

Será que Dan Brown, autor de best-sellers como “O Código da Vinci” e “Anjos e Demônios” tinha razão ao descrever o Vaticano como um antro de perdição? Duas prisões ocorridas nesta semana, na Itália, estão abalando a fé de muitos cristãos na Santa Sé. Primeiro, foi Ettore Gotti Tedeschi, presidente do Banco do Vaticano. Depois, o próprio mordomo do papa, Paolo Gabriele, que aparece em várias fotos à frente do Sumo Pontífice, no Papamóvel.

Reportagens publicadas neste fim de semana pela imprensa italiana revelam que Gabriele vazava documentos internos do Vaticano e cartas endereçadas ao papa Bento XVI. Um dos beneficiários do vazamento era o jornalista Gianpaolo Nuzzi, nascido em 1969, que já publicou dois best-sellers na Europa: “Vaticano S/A”, já lançado no Brasil, e “Sua Santidade”, ainda inédito por aqui.

No primeiro, Nuzzi descreve o Vaticano como um paraíso fiscal protegido e cercado no coração de Roma, disposto a lavar dinheiro da própria máfia italiana. Processado pelo Vaticano, ele sustenta sua argumentação em documentos internos da Santa Sé. No entanto, agora, o jornalista também está sob a suspeita de ter pago a Gabriele pelos relatórios – o que ele nega com veemência.

No segundo livro, Nuzzi relata a intensa disputa de poder interna no Vaticano entre os cardeais que podem vir a suceder Bento XVI, como é caso do italiano Tarcísio Bertone. Há cartas em que os cardeais relatam a perda de fé dos cristãos diante da falta de transparência do Vaticano.

(*) Fiz uma denúncia ao Ministério Público de São Paulo, mas o processo foi arquivado.

Fonte: Brasil 247