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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Desenvolvimento X ambientalismo

Este eco-chato decidiu viver no mato
Professor propõe reflexão entre desenvolvimento e ambientalismo

Denis Lerrer Rosenfield*

O mal e o capitalismo

Para que se possa melhor compreender os atuais debates em torno das questões ambientais, com reflexos na vidadas cidades e do campo, torna-se necessário compreender a mentalidade dos ambientalistas radicais. Em vez de ponderações científicas, observamos cada vez mais concepções de fundo religioso, em que os seus agentes, como uma espécie de profetas, defendem a sua causa de uma maneira absoluta.

Argumentos científicos são cada vez mais relegados a segundo plano,embora, sob aformado disfarce, esse tipo de ambientalista diz representar avanços científicos. O que está, na verdade, em questão é uma mentalidade teológico-política, em tudo avessa ao pensamento crítico. Vejamos os pontos estruturantes dessa mentalidade: 1) o fim do mundo; 2) os profetas; 3) o mal; e 4) a salvação.

O fim do mundo. Os ambienta-listas radicais ou religiosos – o que é a mesma coisa – vivem anunciando o fim do mundo. Se não forem ouvidos ou atendidos, o planeta estará caminhando inexoravelmente para a catástrofe final, que já se anuncia no s dias presentes. Sua fala: se vocês não nos ouvirem, o pecado ambiental os fulminará!

Um dos seus cavalos de batalha reside no anúncio do “aquecimento global”, que e staria produzindo resultados que confirmariam suas profecias. Curioso nesse caso é que exercem tal influência sobre a opinião pública que nenhuma contestação é autorizada, principalmente as científicas. Tornou-se “normal” falar do aquecimento global planetário como se fosse uma verdade in-conteste. Quem discorda é anatematizado. Cientistas que defendem essas posições, também chamados ecocéticos, têm, mesmo, dificuldades em publicar seus artigos. Os ecorreligiosos procuram, de todas as maneiras, fazer valer as suas posições.

Em entrevista ao jornal O Globo (20/6/2012), Richard Lindzen, cientista renomado do MIT, antes defensor das previsões alarmantes do aquecimento global, contesta atualmente esse catastrofismo, tendo se tornado um ecocético, ou sej a, as sumindo posições propriamente científicas. Entre outros pontos, assinala que não houve um aquecimento significativo nos últimos 15 anos e, desde 1995, a temperatura média global do planeta pouco variou. No entanto, os anúncios proféticos do aquecimento global não cessam, embora não exista aquecimento que conduza ao anunciado desastre final.

Profetas. Nos últimos 150 anos, a temperatura média global variou entre 0,7 grau e 0,8 grau Celsius, o que invalidaria qualquer catastrofismo. No entanto, os profetas do fim do mundo continuam com previsões cada vez mais sombrias. Essas previsões são incessantemente desmentidas pelos fatos, porém sempre inventam novas, com supostos aquecimentos progressivos que tornarão o planeta inabitável em poucas décadas. Num curto espaço de tempo, catástrofes naturais tomariam conta do mundo. Não houve nenhuma grande catástrofe natural, mas seus anúncios apocalípticos continuam. A mentalidade religiosa se reveste, contudo, de uma roupagem científica. Agem religiosamente e, de acordo com a concepção moderna, procuram lhe conferir um ar de cientificidade.

Quem quiser ler toda a entrevista faça-o clicando no Blog da Usina de Belo Monte

* PROFESSOR DE FILOSOFIA NA UFRGS. E-MAIL: denisrosenfield@terrra.com.br

sábado, 16 de junho de 2012

A igreja da sustentabilidade

O ceticismo em relação ao aquecimento global


Rio +20: o que está em jogo; 
por baixo e por cima do pano

Marco Antonio L. 

A Rio+20 vai se constituindo como um evento contraditório, com muito de “Woodstock” e grande confusão de opiniões em torno de conceitos talismânicos.

Para a imensa maioria dos brasileiros, a Rio+20 soa como uma cacofonia indecifrável. Mas, no meio dessa confusão, far-se-á astutamente sentir uma pressão ideológica cujo fundo não é de cor verde, mas do velho vermelho marxista.

Há princípios e critérios de orientação que poderão ajudar o leitor a discernir com toda a clareza possível o que verdadeiramente vai se decidir nessa confusão programada.

O professor Ricardo Felício, do Departamento de Climatologia da Geografia da USP, vem ocupando merecida posição de destaque entre o crescente número de especialistas que contestam os terrores artificiais gerados pelo ambientalismo para satisfazer finalidades que nada têm a ver com a ciência.

Em entrevista concedida no mês de outubro de 2011, ele disse que as metas adotadas pelos governos estaduais de São Paulo e do Rio contra o ‘efeito estufa’ “são completamente inócuas para o clima da Terra, pois os chamados gases-estufa, da forma que falam, não existem!”. 

Grimpice põe a culpa no pum da vaquinha
CO2: há um engodo pseudocientífico que toca no absurdo“É um verdadeiro engodo pseudocientífico ficar realizando esta estúpida contabilização de carbono. Note que tudo se baseia em realizar inventários de gases. Significa que eles controlam o clima? Isto é um verdadeiro absurdo! Não há física por trás destas afirmações. Quem controla o clima é o Sol; além deste, os oceanos, vulcões, nuvens, criosfera. Os gases não o fazem. Não o fizeram no passado, não o fazem agora e nunca o farão”.

Para quem é leigo na matéria como nós, nada de mais sensato: basta olhar para o Sol. É o que fazemos todo dia pela manha. É ele que vai determinar nosso dia e até a roupa que vamos usar.

“Assim sendo – prosseguiu Felício –, todos esses políticos, de todas as esferas de governo, trabalham para uma agenda mundial e não para defender os interesses do povo brasileiro”.

O princípio é muito importante para se ter presente quando o noticiário da Rio+20 nos martelar o oposto.

O Prof. Ricardo Felício afastou o rótulo de “céticos” – que neste blog sempre recusamos – colado nos cientistas objetivos que defendem a independência da ciência das manipulações ideológicas “vermelhas”.

“Se eles têm tanta certeza do que afirmam e se podem defender tão bem as suas hipóteses, então por que não colocam suas argumentações em debate com os chamados ‘céticos’?”.

O secretário nacional de Mudanças Climáticas, Eduardo Assad, afirma que o “ceticismo” sobre as mudanças climáticas não é a posição da USP como um todo. E ele cita como exemplo professores como o físico Paulo Artaxo. Quem escreve lamenta que este respeitado acadêmico não tenha querido comparecer ao debate público com o Prof. Luiz Carlos Molion sobre o aquecimento global na Band. A desistência deixou a sensação de que ele percebia que não conseguiria sustentar o debate.

“Simplesmente – explicou o Prof. Ricardo Felício – porque não tem sustentação ou porque suas hipóteses não podem ser comprovadas.

“Assim sendo, omitem-se de participar dos debates ou simplesmente realizam os seus debates entre eles mesmos, os chamados ‘enlatados científicos’, que dão maior visibilidade.

“Quando um destes se coloca numa posição de não querer debater, cria-se um dogma, ou seja, parte-se para a religião.

“Desta forma, é exatamente o que a nossa sociedade técnico-científica-informacional hoje está passando: pela igreja da sustentabilidade”.

Audácia do Boff

O Prof. Ricardo Felício fala como acadêmico e cientista. Mas, como simples leigos, podemos acrescentar que essa religião tem sumos-sacerdotes e “grandes” teólogos como o ex-frei Leonardo Boff, que vem espalhando nos ambientes católicos e não católicos as teorias esotérico-religiosas da extinção da humanidade.

Para o especialista em climatologia antártica, é sesquipedal ter que “defender os princípios científicos, a ética, o seu país, as pessoas que sofrerão com toda esta patifaria do terrorismo climático, inventado por um órgão autonomeado da ONU”, referindo-se ao famigerado IPCC já tantas vezes denunciado pelos seus múltiplos desacertos, erros e fraudes.

“Na verdade – continuou –, pertenço a uma minoria que tem a coragem de se manifestar contra este mito religioso ridículo que é o ‘aquecimento global’ e as ‘mudanças climáticas’, porque aqui dentro da Universidade existem muito mais cientistas que são céticos, só que lhes faltam a coragem em poder se pronunciar, pois sabem que se o fizerem, perderão muito do seu prestígio e acabarão com as suas carreiras, além de perderem financiamentos etc.”.

Para o professor, trata-se de uma verdadeira Inquisição que utiliza os métodos atribuídos à Idade Média.

Em sentido contrário, relembrou o Global Warming Petition Project assinado por 31 mil cientistas americanos que denunciam as fraudes do “aquecimentismo”. Se a mídia brasileira informasse corretamente sobre a atividade e as posições desses cientistas, sem menosprezá-los como céticos, “o mito perderia o seu poder aqui também”.

Mas é na grande mídia – acrescentamos – que está montado o Tribunal Supremo da Inquisição que, como na novela de Orwell, define a cada dia o que o cidadão-livre pode pensar ou não!